Educação Condutiva - com amor

Quero escrever sobre Educação Condutiva porque me apaixonei por este método, cheio de amor, que tem atendido aos meus filhos com p.c. Quero descrever o que tenho estudado, aprendido, escutado e sentido ... Tenho a vontade de abraçar o mundo e fazer com que todas as crianças na mesma condição motora de meus filhos, tenham a chance de receber toda esta inteligência, técnica, forma de agir, pensar e sentir, que com todo carinho o Dr. Andras Peto deixou de herança.

Tuesday, February 13, 2007

Caretas no espelho


Nossos primeiros dias do nosso projeto de Educação Condutiva em Florianópolis estão crescendo pouco a pouco, muita coisa para ajustar não nos permite que o trabalho seja contínuo como gostaríamos. Ainda não fizemos uma semana, mas chegaremos lá com tudo ajustadinho.


A minha maior preocupação é o excesso de trabalho que meus filhos possam ter. A condutora quer eles trabalhando cinco horas diárias, eu não quero mais do que três. Eles vão para a educação condutiva de manhã e na escola regular a tarde. Chegam em casa que não conseguem abrir a boca para jantar, caem de sono. Vamos aguardar mais uns dias até que eles se ajustem a rotina, logo se habituarão.


Ela me disse que cinco horas é o máximo que uma criança pode suportar estando com uma mesma pessoa sem intervalo. Fico pensando o que meus filhos acham de mim! Claro que ela fala de uma pessoa desconhecida, e também do esforço que um profissional aguenta sem sofrer com suas costas. Nós iremos com calma e encontraremos o tempo adequado.


Gosto que ela queira mais tempo com eles, e incansavelmente vivencia todo o dia a dia deles. O programa começa com uma massagem, depois de uma ida ao banheiro, começa o programa que ensina esticar os braços, rolar, arrastar, ficar de pé, sentar; depois o lanche e uma nova ida ao banheiro. O programa individual trabalha o ficar em pé e o caminhar, depois segue com o programa de manipulação com alguma atividade recretaiva e terminam a prática.


A rotina eles parecem saber toda, levantar o braço, dobrar uma perna, estender a outra, levantar o quadril. Tudo isto já parece fácil. O que eles mais gostaram nestes dias foi de imitar caretas no espelho, movimentar os músculos do rosto, do lábio, a língua e os dentes. Ensinar a sorrir, ficar zangado, mostrar a língua, ficar sério. Tudo tão simples, tão natural e tão importante pra eles.

2 Comments:

Anonymous Néa e Arthur said...

Olá amiga,

Me sinto feliz com tudo que escreve, e sempre fico imaginando o Arthur participando desse método que parece ser tão maravilhoso.

beijos nos seus pequenos e um grande abraço!

12:44 PM  
Blogger LeticiaBúrigoTK-1288 said...

Néa, estamos pensando em um curso de férias no mês de julho. Seria um super prazer conhecer vocês de pertinho... Vamos nos programar? Um beijão.

6:51 PM  

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