Educação Condutiva - com amor

Quero escrever sobre Educação Condutiva porque me apaixonei por este método, cheio de amor, que tem atendido aos meus filhos com p.c. Quero descrever o que tenho estudado, aprendido, escutado e sentido ... Tenho a vontade de abraçar o mundo e fazer com que todas as crianças na mesma condição motora de meus filhos, tenham a chance de receber toda esta inteligência, técnica, forma de agir, pensar e sentir, que com todo carinho o Dr. Andras Peto deixou de herança.

Tuesday, April 22, 2008

Escrita a mão ou uso do teclado


Não sei se o momento é meu, ou do mundo.

Não parece difícil confundir a minha história com a da sociedade em geral, às vezes acho que sou eu a protagonista, às vezes me percebo totalmente excluída dessa história.

Meu filho está aprendendo a escrever na escola. Ele conhece as letras, forma as palavras mentalmente, em pouco tempo estará lendo um frase. Precisa de treino. Escrever significa formar a letra na caixa de areia, fazer o movimento com os dedos, depois com o alfabeto de madeira juntar as letrinhas e formar a palavra. Tudo muito difícil, depois do treino, o momento da primeira vez, segurar um lápis na mão e escrever.

Não sei que momento é esse. A escrita nem sei se ainda existe, escrevo este blog com as palavras que ecoam da minha mente diretamente para um arquivo virtual. Entraram na minha cabeça provavelmente advindos de outras mentes, de uma palavra ou da leitura de um artigo, sem que nunca tenham passado para um papel escrito a mão.

Meu filho vai aprender a escrever sem usar um lápis. Esse momento é meu, ou do mundo?

Perguntei a diretora se as crianças ainda entregam trabalhos em folhas de papel almaço, com aquela linda pesquisa de gravuras coladas de jornais antigos guardados pela mãe ou avó. Ela me responde que a maioria entrega uma pesquisa feita no Google, quase que sem ler, todas impressas. E adiciona: - Nem sei se foram digitadas por elas, ou apenas copiadas e coladas.

Não quero admitir que dentro de seu grupo meu filho faça diferente, e nem ele quer. Quero que ele saiba o que é a escrita, como se segura um lápis, qual o movimento que se faz, que escrever com letra cursiva e grudadinha é ainda mais difícil que letra de forma. Usar caderno, escrever na linha, fazer caligrafia. No entanto, discuto se esse é um momento meu, ou do mundo.

O esforço vale a pena? Em que momento estou objetivando uma frustração ou uma realização? Me confundo. Em alguns momentos me vejo excluída do mundo, em outros estou fazendo a revolução.

4 Comments:

Blogger Grilinha said...

Amiga...compreendo-te perfeitamente, como deves imaginar.
Mas experimenta escrever com a mão que menos usas e depois pensa se o teu filho gostará mais de escrever no computador , ou à mão...
O teu prazer não será o dele. E nos computadores temos o futuro.A realização é de longe mais importante, na minha modesta opinião, claro. Um grande beijinho

3:45 PM  
Anonymous Anonymous said...

Faz a revoluçao!!!Para que lapis,borracha,penal...
Tecnologia,já!! beijos da Marilina

8:12 AM  
Anonymous Anonymous said...

Contanto que a redação do vestibular também seja feita no computador e com corretor de texto, tudo bem. Se não, quem não souber escrever à mão não vai passar.

4:48 PM  
Blogger LeticiaBúrigoTK-1288 said...

O vestibular é mais uma destas provas para se provar o que `não se sabe`.
Alguém escreve uma redação no papel em alguma situação da vida?
Há quanto tempo não se faz isso?
Que se mude a regra!

8:54 AM  

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