Educação Condutiva - com amor

Quero escrever sobre Educação Condutiva porque me apaixonei por este método, cheio de amor, que tem atendido aos meus filhos com p.c. Quero descrever o que tenho estudado, aprendido, escutado e sentido ... Tenho a vontade de abraçar o mundo e fazer com que todas as crianças na mesma condição motora de meus filhos, tenham a chance de receber toda esta inteligência, técnica, forma de agir, pensar e sentir, que com todo carinho o Dr. Andras Peto deixou de herança.

Monday, January 14, 2008

Me toca, me amassa, me beija


Meus filhos, já grandes, não sentam adequadamente em suas cadeirinhas de carro. Quando estão todos dormindo ainda mais difícil dirigir sozinha com meus três rolando as cabeças, ainda mais sem controle, por todas as direções.

Queremos forçar uma posição que deveria ser natural, mas estar sentado e dormindo não seria natural para nenhum de nós. Resolvi por colocá-los juntos deitados no chão, um encostando no outro, um rolando sobre o outro, por vezes com joelhos e cotovelos levemente machucando o outro.

Neste momento lembro-me como é gostoso ser amassado, empurrado, acotovelado. Uma troca de calor, energia, sensação. Meus filhos que são muito amados pela nossa família, claro, são certamente devido a sua condição, inúmeras vezes privados de abraços, beijos e até apertões e beliscões. Ridícula esta verdadeira colocação.

Eu cinicamente me animo de ver minha pequena filha empurrando o meu filho, de sua difícil posição matematicamente equilibrada para estar sentado. Também me derreto de alegria quando ela se deita em cima de um deles, e fica fazendo cavalinho intermitentemente, em cima de um estômago cheio. Dificilmente vejo um amiguinho bater ou morder, algo que seria nesta idade até natural (porém dolorido). Aqui lembro da Cristiana falando que a professora não queria que a Luísa sentasse na grama porque iria pinicar. Criança especial não pode deixar a grama pinicar?

O toque entre irmãos, o toque entre amigos, o toque entre almas. Muitas vezes deixamos passar um carinho, uma abraço, um beijo. Vamos em 2008 chegar mais, amassar mais, apertar e transmitir as sensações que temos aqui dentro da gente. Vamos aproveitar que moramos neste país tropical, com gente que toca em gente, que abraça a gente e beija muito.

6 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Leticia seus textos me emocionam, sua sensibilidade é linda e nos ensina a valorizar momentos que geralmente nos passam despercebidos. Depois de muita luta estou grávida, também iria ter gêmeos mais um parou de se desenvolver nas primeiras semanas. Nessa situação gestante tenho experimentado essas sensações diariamente, ser amassada, beijada, abraçada a todo momento, todos querem tocar a barriga (que ainda é tímida). Que em 2008 todos consigam passar e receber carinho e amor com mais freqüência.
Um abraço apertado nosso, com amor, em vocês.
De.

6:55 AM  
Blogger LeticiaBúrigoTK-1288 said...

De
Me deliciei com o teu depoimento, vamos juntas abraçar e beijar muito mais!
Boa sorte nas tuas semanas de gestação, vai dar tudo certo - acredite. Um beijão no barrigão.
Adorei a visita, volte sempre!
Um beijo com amor,
Leticia

7:56 PM  
Blogger Dinha said...

Esta, às vezes, é uma das minhas maiores dores. O Caio ama ser beijado. Mas algumas pessoas da família do meu marido nunca o pegaram sequer no colo, porque têm "medo". Penso muito sobre isto: medo de quê? De amar e se envolver completamente? Ou de se descobrir incapaz de amar as diferenças?
Eu toco, beijo, amasso o tempo todo meus dois filhos, de igual forma. Vejo Yuri, o mais velho, repetindo este comportamento junto ao Caio e me orgulho dele.
Sinta-se, querida Letícia, tocada, amassada, beijada. Mas especialmente amada e admirada. Tu e teus três lindos filhos. Um belo 2008, carregado de amor para vocês.

9:32 AM  
Blogger Lili Lusvarghi. said...

Oi Letícia, quase sempre estou lendo seus lindos depoimentos. Este me lembrou uma grande amiga que tem PC, ela tem uns 25 anos, algumas vezes quando saíamos juntas em SP, os(as) jovens cumprimentavam a turma toda e passavam por ela como se fosse invisível.Ela já acostumada, nem ligava. Eu ficava indignada, sempre tive contato com pessoas com deficiência, mas não posso brigar com quem não teve só o que posso fazer é inFORMAR as pessoas!! E esse seu texto é essa informação em forma de amor. AMEI!

Tenha uma ótima semana.
Beijos.
Aline Lusvarghi.

3:13 PM  
Blogger LeticiaBúrigoTK-1288 said...

Dinha e Aline,
O que podemos é fazer nossa parte. Informar, Formar, Educar, Amar, Tocar, Amassar, Beijar.
Leticia

8:59 AM  
Blogger Cristiana Soares said...

Isso me faz lembrar da primeira vez em que a Luísa caiu. Ela tinha oito meses, estava sentada em sua cadeira especial, quando fez um movimento para frente e caiu.

Não contem para ninguém, mas eu fiquei tão feliz!! "Minha filha caiu! Ela se moveu o suficiente para cair!" Assim como outras crianças.

Depois, quando a Lorena nasceu, pude constatar o quanto essa guria caía para aprender a sentar, engatinhar e andar... heheheh... ou seja: cair faz parte. E todo o resto tb.

11:34 PM  

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