Educação Condutiva - com amor

Quero escrever sobre Educação Condutiva porque me apaixonei por este método, cheio de amor, que tem atendido aos meus filhos com p.c. Quero descrever o que tenho estudado, aprendido, escutado e sentido ... Tenho a vontade de abraçar o mundo e fazer com que todas as crianças na mesma condição motora de meus filhos, tenham a chance de receber toda esta inteligência, técnica, forma de agir, pensar e sentir, que com todo carinho o Dr. Andras Peto deixou de herança.

Friday, July 15, 2011

Nossa vida por alguém, algo...

Movimentamos nossa vida por algo.

Esse algo pode ser uma pessoa, um trabalho, um objetivo, uma comida, um desejo, uma viagem, uma bota, uma amizade, um posto, um terreno, uma vista, um descanso, uma paz, um silêncio, um suspiro, um sorriso, um amor.

Movimentamos nossa vida por uma espera. Uma espera na busca de.

E ao encontrar nossa meta, ao conquistar nosso objetivo, sossegamos? Desconexo ao tempo que esperamos, em um momento muito rápido nos satisfazemos. E logo, loguinho, já sentimos falta de algo. E concluimos ser um algo novo.

Novamente nos movimentamos por algo. Nos movemos pela falta de algo.

Podemos não saber ao certo o que buscamos. Nos movimentamos na direção de algo, em algum lugar ou a algum tempo.

Sem compreender, estamos em uma busca infinita. Uma atrás da outra. Buscamos nos preencher com alimentos, amizades, culturas e posses porquê não nos sentimentos suficientes por nós mesmos.

Atenção! Nenhuma destas palavras são minhas, elas foram transformadas por mim, mas as li do artigo de Rodrigo G. Ferreira, professor de Vedanta, com o tema "da falta a plenitude- o que nos move nessa busca?".

Comungo com estes sentimentos e me recordo de quando eu era adolescente, sentia um vazio. Esse vazio não era somente meu, e eu e minhas amigas o chamávamos de ó. Um ó pronunciado com tanta intensidade, que vomita para fora todo o ar angustiado, infinito, na busca de algo que não termina.

Tenho aqui dentro um ó. O ó que me move, em diferentes ritmos e intensidades, diferentes tempos e momentos. Sem conseguir descrevê-lo, apenas o vivo. Vivo na busca de algo, algum, alguém...

2 Comments:

Blogger Hatha Vinyasa Yoga com Camila Reitz said...

Nossa, Lê, uso esse exemplo do ó interno sempre com meus alunos. E o ó continua ne? Faz anos! E sim, continuamos a preencher um copo furado com nossos desejos. E é o desejo que movimenta o homem. A busca é descobrir que não existe o Ó! Somos plenos, só não sabemos!

1:56 PM  
Blogger LeticiaBúrigoTK-1288 said...

Esse vazio existe sim, ele faz parte de nós, assim como a metade cheia ;)
Com o mesmo peso o mesmo valor e a mesma intensidade, só não sabemos...
Beijo! Bom te ver aqui!

7:15 PM  

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